Fraturas que precisam de cirurgia com pinos, placas, hastes ou parafusos são comuns em acidentes de moto, carro, quedas e acidentes de trabalho. Mesmo depois da recuperação, muita gente fica com perda de força, de movimento ou dor que atrapalha o trabalho de sempre.
O implante, sozinho, garante o benefício?
Não automaticamente. O que o INSS avalia é a sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual. Mas o uso de material de síntese costuma ser um forte indício de lesão grave — e é muito comum que deixe limitações, por exemplo:
- redução do movimento de joelho, tornozelo, punho, ombro ou cotovelo;
- perda de força para carregar peso ou ficar muito tempo em pé;
- encurtamento de membro ou alteração na forma de andar;
- dor crônica que exige adaptação da função.
Vale para acidente fora do trabalho?
Sim. A Lei 8.213/1991 fala em acidente “de qualquer natureza”: trânsito, queda em casa, acidente no lazer ou no trabalho. O que importa é estar enquadrado como empregado, doméstico, avulso ou segurado especial na data do acidente.
Quais documentos ajudam
- relatório da cirurgia e descrição do material implantado;
- raio-X e exames de antes e depois;
- laudo do ortopedista descrevendo a limitação atual;
- boletim de ocorrência ou CAT, quando houver.
Parecer Via Prev Seg
Se você colocou pinos, placas ou parafusos e voltou a trabalhar com alguma limitação, vale a pena analisar o caso. O auxílio-acidente é pago junto com o salário até a aposentadoria e, em muitos casos, pode ser cobrado de forma retroativa. Na Via Prev Seg você só paga quando recebe.
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Fontes:
Conteúdo informativo. Cada caso depende de análise individual de documentos e da perícia do INSS.